sábado, 31 de maio de 2008

Introdução

- Qual curso tu faz?

- Rádio e TV.

- Rádio e TV?!! E esse curso existe?

¬¬

- Existe.

- E é pra trabalhar com o que?

¬¬

- Rádio... e... Televisão.

- Aah, e o que é que vocês fazem lá?

- Nós encolhemos pessoas e as prendemos dentro de uma caixa, daí a gente põe uma tela e coloca pra pessoas como você assistirem.

¬¬


Dá pra entender o desconhecimento geral, visto que é o primeiro e único curso de Rádio e TV do estado. Pioneiro. Que nem Cabral quando chegou ao Brasil. Só que o pessoal de Rádio e TV não saiu por aí dizimando populações. O pessoal de Rádio e TV é bacana. São poucos, mas é só procurar que em todo lugar tem um. Não é porque é o meu curso, mas as principais mídias só funcionam por causa da gente. Quem é que coloca a câmera pra funcionar? Quem sabe qual a melhor imagem? Quem transforma toda a matéria bruta em produto de comunicação? Quem é, enfim, que fala “gravando”, “corta”, “faz de novo”? Sem falar nos mais ousados (ou bonitos) que dão show apresentando programas. É gente prodígio.

Pena que é uma espécie ameaçada de extinção. No ano passado, estava quase extinta, mas a parceria alunos-prodígio/coordenadora começou a resolver o problema. Os problemas. A escassez de alunos, conseqüência da falta de atenção da faculdade com o curso, faz com que todo semestre o curso quase morra. Mas não morre. E se morrer, renasce. Porque a gente já aprendeu que tem que ser guerreiro, se quiser fazer jus ao nosso pioneirismo. E não é que a gente queira um Projac dentro do campus à nossa disposição (por enquanto). Como todo mundo, nós só queremos o nosso lugar. E que seja um lugar confortável.

E esse blog serve pra isso. Também.

Um comentário:

Anônimo disse...

Haha!! Só rindo mesmo. Pobre curso de Rádio e TV, sempre excluído das conversas, sempre excluído dos assuntos que envolvem os cursos de Comunicação Social.
Lutem por esse espaço, caros alunos-prodígio!